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Projeto Azougue promove oficinas gratuitas em Tracunhaém

Entre as atividades do mês de novembro estão as oficinas de Rabeca e de Confecção de adereços de Maracatu, além da continuidade do curso de Teoria Musical

O Projeto Azougue promove no mês de novembro as oficinas de Rabeca e de Confecção de adereços de Maracatu, além de dar continuidade as aulas do curso de Teoria Musical – estimulando a formação da nova geração de Músicos. Com inscrições gratuitas, as aulas são realizadas na sede do Maracatu Rural Águia Formosa, na Rua Professora Ana Vaz de Andrade, nº 48, em Tracunhaém, Zona da Mata Norte de Pernambuco. Para confirmar a participação, os interessados podem se inscrever no primeiro dia de cada uma das oficinas. As atividades integram o Projeto de Manutenção do Maracatu Rural Águia Formosa, que conta com Incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura PE). Continuar lendo Projeto Azougue promove oficinas gratuitas em Tracunhaém

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Fotos: Circulação Nordeste | Maciel Salú

Show:
Maciel Salú | Circulação Nordeste – Etapa Olinda
Quando: 25/12 (segunda-feira), dia de Natal, a partir das 21h
Local: Casa da Rabeca (Rua Cupira, 340, Cidade Tabajara – Olinda)
Entrada: gratuita
Incentivo: Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco  e Governo de Pernambuco
Informações: grao.pe@gmail.com Continuar lendo Fotos: Circulação Nordeste | Maciel Salú

Maciel Salú lança o dançante “Baile de Rabeca”

Quarto disco da carreira solo do artista foi gravado de forma independente e com a parceria dos fãs e admiradores da música do rabequeiro através de financiamento coletivo

Após ter iniciado com recursos próprios e contando com a parceria dos fãs através de uma campanha de crowdfunding, Maciel Salú apresenta o 4º álbum da sua carreira solo. O disco, produzido de forma totalmente independente, chegou em 2016, seis anos após o lançamento de “Mundo” (2010). Como o título já sugere, a rabeca, companheira de vida e de carreira do artista, é a grande homenageada no novo projeto.

No “Baile de Rabeca”, Maciel Salú enaltece o instrumento que o acompanha desde o começo da sua carreira musical no início dos anos 1990. Presente em todas as 10 faixas do CD, a rabeca ganha novos timbres em cada uma delas. É possível passear entre o som cru e barroco da rabeca popular e o contemporâneo quando o artista faz uso dos efeitos eletrônicos de seus pedais. Assim Maciel Salú traz o conhecimento do passado e da contemporaneidade sem perder nem ferir a sua identidade.

Nas 10 faixas do “Baile de Rabeca”, Maciel Salú convida todos a dançar ao passear por diversos ritmos como forró de rabeca, samba, marchinha, coco e cúmbia. Mas o novo disco também tem espaço para celebração e devoção. Na música “Mãe divina (Morro da Conceição)” o artista rende homenagens à Nossa Senhora da Conceição. “Esta é uma música muito especial não apenas por eu ser devoto, mas por ter recebido muitas bênçãos de Nossa Senhora da Conceição. Quem escutar vai identificar coco, novena católica e candomblé. É um sincretismo religioso e musical”, explica o artista.

As gravações do “Baile de Rabeca” aconteceram no Fábrica Estúdios (Recife), com produção musical de Rodrigo Samico. A direção musical e os arranjos foram assinados por Maciel Salú e toda a equipe de músicos que o acompanha no novo projeto. O time é formado por Rodrigo Samico (guitarra), Rogério Victor (baixo), Emerson Santana (percussão), José Mário (percussão), Nana Milet (backing vocal e percussão) e Daniel Coimbra (cavaquinho).

Nome e projeto gráfico – A capa do disco foi desenvolvida a partir da ideia de Maciel Salú em homenagear os brincantes e as festas que aconteciam na localidade de Chã de Camará, no município de Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A locação escolhida para a produção das fotos foi uma das casas que formavam as conhecidas Três Vendas, local que no passado era palco de diversos festejos populares, como bailes de rabeca, sambadas de Maracatu e Cavalo Marinho. Atualmente das três vendas, apenas uma resistiu ao tempo e à ação dos homens, as outras foram demolidas e levaram em meio aos seus destroços parte de história desse antigo vilarejo. No projeto gráfico assinado pelos designers Priscila Moreira e Walton Ribeiro, com fotos de Alcione Ferreira, a atmosfera das festas foi revivida, servindo de inspiração.

Informações: www.macielsalu.com.br / grao.pe@gmail.com / +55 81 99606.7758
Redes Sociais: facebook.com/macielsalu.pe | instagram.com/macielsalu | soundcloud.com/macielsalu

Sobre o “Baile de Rabeca”

Músicas:
1. Quem tem dois não tem nenhum – 2:46
2. Rabeca de imbuia – 3:39
3. Laço de amor – 4:39
4. Cadê o rabequeiro – 3:06
5. Mãe divina (Morro da Conceição) – 4:37
6. Que balão é esse? – 3:55
7. No polimento da fivela – 2:03
8. Vendedor ambulante – 2:55
9. Tempo que não volta mais – 3:08
10. Forró dos carneirinhos – 2:45

Ficha técnica:
Arranjos e Direção musical: Maciel Salú, Rodrigo Samico, Rogério Victor, Emerson Santana e Zé Mário
Produção Musical: Rodrigo Samico
Técnicos de gravação: Paulo Umbelino e Christiano Lemgruber
Técnico de mixagem: Marcílio Moura
Técnico de masterização: Pablo Lopes
Produção executiva: Rute Pajeú | Grão – Comunicação e Cultura
Projeto gráfico: Priscila Moreira e Walton Ribeiro
Fotografia: Alcione Ferreira
Assessoria de comunicação: Dulce Reis | Feed Comunicação
Gravado, mixado e masterizado no Fábrica Estúdios (Recife|PE)
Estúdio de pré-produção: Skill (Recife|PE)

Sobre Maciel Salú:
Pernambucano, nascido em Olinda, Maciel Salú é cantor, compositor, rabequeiro, mestre e brincante de diversos folguedos populares. Herdeiro da umas das famílias mais expressivas na cultura popular – a Família Salustiano, convive desde a infância em meio a Maracatus, Cavalos Marinhos, Cocos e Cirandas.

E foi com toda essa musicalidade, carregada dos símbolos, sons e sotaques do Brasil, que Maciel Salú foi convidado a representar junto com a Orchestra Santa Massa a sonoridade da cultura brasileira na Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas Rio 2016. Acompanhado de sua rabeca, em pleno Estádio do Maracanã, o músico e a Orchestra Santa Massa se apresentaram para um público presente estimado em 70 mil pessoas e com expectativa de mais de 3 bilhões de telespectadores em todo mundo. O repertório incluiu uma canção de autoria de Maciel Salú composta especialmente para ocasião.

Foi graças à desenvoltura com a Rabeca que na década de 90, no auge do manguebeat, Maciel Salú foi convidado a integrar a banda Chão e Chinelo. Foi nessa época que ele começou a cantar, compor e experimentar a fusão entre o popular e o contemporâneo. Essas experimentações ganharam ainda mais força a partir de 2002, quando reuniu seu vasto repertório popular e adentrou no mundo da música eletrônica junto ao DJ Dolores, Fábio Trummer, Jam da Silva e Isaar, formando a banda DJ Dolores & Orchestra Santa Massa. Com o grupo ganhou o reconhecimento da crítica através de um BBC Awards, um Prêmio Tim (melhor álbum) e o Prêmio Multicultural Estadão.

Em 2003 o músico iniciou carreira solo. Foi quando passou a apresentar ao público sua singularidade. Marcadas por arranjos cheios de criatividade, as composições de Maciel Salú acompanham seu amadurecimento. A cada nova obra apresenta um verdadeiro conjunto harmônico que leva ao palco toda a plasticidade e timbre de um dos nomes mais presentes no cancioneiro pernambucano da atualidade.

Com o seu trabalho autoral participou do Europalia.Brasil (2010), Projeto Pixinguinha (2007), Ano do Brasil na França (2005) e fez importantes parcerias com músicos e artistas, dentre eles Chico César, Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Siba, Jam da Silva, Isaar, Carmélia Alves e Luiz Paixão.

Atualmente, além do trabalho solo e a Orchestra Santa Massa, o artista ainda integra a Orquestra Contemporânea de Olinda, uma das bandas pernambucanas que desde 2008 mais circula pelo país. Bastante elogiada pela crítica musical, a Orquestra já foi indicada a importantes prêmios, entre eles o Prêmio da Música Brasileira (2009) e ao Grammy Latino (2010), onde concorreu na categoria Melhor Álbum de Música Regional Brasileira.

Com 20 anos de carreira em palcos, Maciel Salú já participou de diversas coletâneas nacionais e internacionais e projetos de outros grupos e artistas. Apenas na sua trajetória com bandas e trabalho autoral, o músico acumula dez discos, dentre eles:

Maciel Salú (solo)
Baile de Rabeca | 2016
Box com os discos A pisada é assim, Na luz do carbureto e Mundo | 2015
Mundo | 2010
Na luz do carbureto | 2007
A pisada é assim | 2003

Orquestra Contemporânea de Olinda
Bomfim | 2015
Pra Ficar | 2012
Orquestra Contemporânea de Olinda | 2008

DJ Dolores & Orchestra Santa Massa
Contraditório | 2002

Chão e Chinelo
Loa do Boi Meia-Noite | 1999

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