BIO

BIOGRAFIA | MACIEL SALÚ

Pernambucano, nascido em Olinda, é cantor, compositor, rabequeiro, mestre e brincante de diversos folguedos populares. Herdeiro da umas das famílias mais expressivas na cultura popular, convive desde a infância em meio a maracatus, cavalos‐marinho, cocos e cirandas. Jovem curioso, aprendeu a tocar rabeca depois que, por descuido, foi flagrado mexendo na rabeca do avô, João Salú. Com o flagra veio o desafio do avô: não só tocar, mas principalmente afinar aquele instrumento tão curioso.

O desafio lançado revelou a grande habilidade de Maciel – a de ser rabequeiro. E foi graças a desenvoltura com a rabeca que na década de 90, no auge do manguebeat, Maciel Salú foi convidado a integrar a banda Chão e Chinelo. Foi nessa época que ele começou a cantar, compor e experimentar a fusão entre o popular e o contemporâneo.
Essas experimentações ganharam ainda mais força a partir de 2002, quando reuniu seu vasto repertório popular e adentrou no mundo da música eletrônica junto ao DJ Dolores, Fábio Trummer, Jam da Silva e Isaar, formando a Orchestra Santa Massa.

Com o grupo participou da cerimônia de encerramento das Olimpíadas Rio 2016 e ganhou o reconhecimento da crítica através de um BBC Awards, um Prêmio Tim (melhor álbum) e o Prêmio Multicultural Estadão. Além de ter participado de festivais como o Roskilde Festival (DNK), Festival de la Cote d’Opale (FRA), Roots Festival (HOL) e Free Jazz (RJ e SP).

Em 2003 o músico iniciou carreira solo e passou a apresentar ao público sua singularidade. Desde lá, já são 4 discos gravados e uma coletânea comemorativa lançada em 2015 onde reuniu os três primeiros CDs, na época esgotados. Com o seu trabalho autoral participou do Europalia.Brasil (2010), Projeto Pixinguinha (2007), Ano do Brasil na França (2005) e fez importantes parcerias com músicos e artistas, dentre eles Chico César, Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Benjamim Taubkin, Siba, Jam da Silva, Isaar, Carmélia Alves e Luiz Paixão. Seu trabalho mais recente é o Baile de Rabeca, bastante elogiado pela crítica. Depois de apresentar o disco em algumas capitais do Brasil, o artista segue em turnê em 2017, quando realizará uma circulação nacional, passando por mais de 10 cidades.

Atualmente, além de manter o trabalho solo e a Santa Massa, o artista ainda integra a Orquestra Contemporânea de Olinda (OCO). Bastante elogiada pela crítica musical, a OCO foi citada pelo jornal O Globo como o melhor show do ano e teve o trabalho mencionado em matéria publicada no The New York Times em 2010, época em que fez turnê pelos Estados Unidos. O trabalho resultou em indicações a importantes prêmios, entre eles o Prêmio da Música Brasileira (2009) e ao Grammy Latino (2010), onde concorreu na categoria Melhor Álbum de Música Regional Brasileira.

Paralelo a tudo isso Maciel Salú ainda mantém dois projetos: uma homenagem ao escritor Ascenso Ferreira (1895-­‐1965) com a cantora Isaar; e o Duelo da Rabeca com o Violino com o Maestro Israel de França. Com esse último circulou pelo Brasil, realizando shows e aulas espetáculos por sete capitais.

Com 16 anos de carreira em palcos, Maciel Salú já participou de diversas coletâneas nacionais e internacionais e projetos de outros grupos e artistas. Apenas na sua trajetória artística com bandas e trabalho autoral, o artista acumula dez discos, dentre eles:

Maciel Salú (solo)
Baile de Rabeca | 2016
Coletânea Maciel Salú | 2015 (reuniu os três primeiros discos do artista)
Mundo | 2010
Na luz do carbureto | 2007
A pisada é assim | 2003

Orquestra Contemporânea de Olinda
Bomfim | 2015
Pra Ficar | 2012
Orquestra Contemporânea de Olinda | 2008

DJ Dolores & Orchestra Santa Massa
Contraditório | 2002

Chão e Chinelo
Loa do Boi Meia-‐Noite | 1999

PRODUÇÕES

Com a vitalidade típica de um brincante, Maciel Salú não se dedica apenas a uma atividade. Em seu histórico estão produções de trilhas sonoras, parcerias e trabalhos em conjunto com outros artistas. O músico criou e executou ao vivo, junto ao DJ Dolores & Orquestra Santa Massa a trilha para o espetáculo “Desatino do Norte e Desatino do Sul” em 2003, dando vida as coreografias do Balé Municipal de São Paulo.

No cinema foi responsável junto a Naná Vasconcelos pela trilha do curta‐metragem “Tejucupapo”, de Marcílio Brandão em 2001, conquistando o título vencedor de Melhor Trilha Sonora, no 12º Cine Ceará. Participou ainda da trilha dos longas­‐metragens “Narradores de Javé”, por Eliane Caffé em 2003, “Espelho D’Água” por Marcus Vinícius Cezar, em 2004, e recentemente, em outubro de 2014, gravou uma participação no filme “Língua Seca”, de Homero Olivetto (Bruna Surfistinha), onde contracenou cantando algumas músicas do seu repertório autoral.

No teatro o músico participou da trilha sonora da peça “A Máquina”, elogiada obra de João Falcão. Na TV, participou da trilha oficial da minissérie “A Pedra do Reino”, que foi ao ar em 2007 na Rede Globo, com a música Machadeiro.

Ainda em 2007, com o patrocínio da Chesf, iniciou o projeto de registro de parte da obra musical do Mestre Zé dos Passos (falecido em 2012), que corria o risco de deixar esquecido no tempo sua vasta obra como compositor, uma vez que só tinha registrado, até então, duas músicas em parceria com Maciel Salú, no disco “A Pisada é Assim”.

Em 2008 o rabequeiro seguiu com o Maracatu Piaba de Ouro (Olinda/PE) para o II Encontro Sul­-Americano de Cultura Popular, realizado em Caracas, capital da Venezuela, com a missão de representar o Brasil e Pernambuco. Em 2010, o artista recebeu convite semelhante da Fundação Cultural Palmares (Ministério da Cultura), e levou o Maracatu Rural Águia Formosa (Tracunhaém/PE) para integrar a programação do III Festival Mundial das Artes Negras no Senegal (África), com apresentação na cidade de Saint­‐Louis.

Fora dos palcos Maciel Salú ainda mantem um projeto social na cidade de Tracunhaém (Zona da Mata de Pernambuco) junto ao Maracatu Águia Formosa. Há oito anos ele realiza diversas ações de estímulo e divulgação da cultura popular. São cursos de formação de mestres, oficinas de rabeca e terno de maracatu, rodas de diálogo com os mestres e poetas, Sambadas de Maracatu, festivais e o Encontro de Mestres e Poetas da Mata Norte. Atualmente ele luta para conseguir construir a sede própria do grupo, para poder fortalecer e ampliar as ações do projeto.

2017 – Realiza tour pela Europa, com show em Paris, residência artística com o grupo Bel Air na região da Bretanha (França) e reuniões em Portugal
2017 – Realiza turnê nacional, com shows por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Brasília, Recife, Olinda, Tracunhaém, Salvador, Natal, João Pessoa
2017 – Realiza 1ª edição da Festa pra Mãe do Mar (Olinda)
2016 – Participa da Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas Rio 2016
2016 – Realiza turnê de lançamento do Baile de Rabeca
2016 – Coordena o Projeto Azougue – Manutenção do Maracatu Rural Águia Formosa que realiza ações culturais, de formação e difusão da cultura popular (incentivo Funcultura)
2016 – Lança a grife Maciel Salú, que trabalha com camisaria social e esportiva
2016 – Lança o disco “Baile de Rabeca”
2016 – Participa do filme “Reza a Lenda” do diretor Homero Olivetto com Cauã Reymond, Jesuíta Barbosa, Sophie Charlotte, Humberto Martins e Luisa Arraes
2015 – Lança projeto “Maciel Salú e Isaar reincorporam Ascenso Ferreira”, na X Bienal do Livro de PE
2015 – Capitaneia o projeto “Duelo da Rabeca com o Violino” junto ao Maestro Israel de França. Com patrocínio dos Correios, percorre sete capitais do Brasil
2015 – Lança coletânea Maciel Salú que reúne os três primeiros discos da carreira solo
2015 – Lança disco Bomfim com a Orquestra Contemporânea de Olinda
2014 – Coordena o projeto Brincadeira de Terreiro, que realiza ações culturais e de formação para o público da Mata Norte de Pernambuco (incentivo Funcultura)
2014 – Produz a coletânea 10 anos de carreira solo de Maciel Salú (incentivo Funcultura)
2013 – Estreia novo projeto do DJ Dolores & Orchestra Santa Massa com a participação de Chico César. Show aconteceu durante o Festival de Inverno de Garanhuns (PE)
2013 – Aprova no Funcultura os projetos “10 anos de carreira solo de Maciel Salú” que prevê a produção de uma coletânea, e “Brincadeira de Terreiro”, ação que prevê uma agenda de atividades de formação e a interação entre mestres Griôs e artistas para difusão da cultura popular
2013 – Selecionado pelo edital da Funarte, participa do Ano do Brasil em Portugal com o projeto DJ Dolores & Orchestra Santa Massa
2013 – Realiza o Baile de Rabeca nas cidades de Goiana (abril), Bezerros (junho) e Recife (junho)
2013 – Celebra 10 anos de carreira solo
2012 – Realiza a primeira e segunda edições do Baile de Rabeca em Olinda nos meses de novembro e dezembro, respectivamente, com oficina de rabeca
2012 – Celebra 15 anos de carreira artística nos palcos
2012 – Idealiza o projeto Baile de Rabeca, que promove o encontro de artistas, que tem a rabeca como fonte de inspiração para pesquisas e produção musical
2012 – Realiza a primeira reunião aberta do projeto Criativos na programação da Expoidea 2.0, com o tema “Cadeia Produtiva da Música: um desafio para Pernambuco”
2012 – Dá início ao projeto Criativos, onde reúne profissionais do setor da cultura para discutir e apontar caminhos viáveis para a restruturação do mercado cultural
2011 – Participa da Europalia.Brasil apresentando show do disco Mundo na Bélgica e Holanda
2011 – Participou do GlobalFEST em Nova York (EUA) com a Orquestra Contemporânea de Olinda
2010 – Lançamento do CD Mundo, com participação de Chico César e Jorge Du Peixe
2010 – 3ª edição do Festejo no Samba em Tracunhaém (projeto aprovado no Funcultura), com shows, apresentação de grupos de cultura popular e atividades de formação
2010 – Crítica positiva do jornal The New York Times sobre a Orquestra Contemporânea
2010 – Turnê pelos EUA com a Orquestra Contemporânea de Olinda, com realização de shows e oficina de rabeca e cultura popular
2009 – Indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Regional Brasileira com a Orquestra Contemporânea de Olinda
2009 – Participa pela segunda vez do Mercado Cultural da Bahia com show em Boa Nova
2009 – Finalista no Prêmio da Música Brasileira na categoria Regional com a Orquestra
2008 – Foi ao II Encontro Sulamericano de Cultura Popular, em Caracas (Venezuela)
2008 – Lançou CD homônimo da Orquestra Contemporânea de Olinda
2007 – Selecionado na 30ª edição do Projeto Pixinguinha – Funarte
2007 – Lançou o CD “Na Luz do Carbureto” – Maciel Salú e Terno do Terreiro
2007 – Dirigiu e produziu a gravação do CD do Mestre Zé dos Passos
2006 – Segunda edição do projeto Festejo no Samba – Tracunhaém (PE), com shows, cortejo de grupos de cultura popular e atividades de formação
2006 – Início da Orquestra Contemporânea de Olinda
2006 – Realizou a 1ª edição do projeto Festejo no Samba – Olinda (PE), com shows, apresentação de grupos de cultura popular e atividades de formação
2005 – Ano do Brasil na França (festivais Hangar 23 e Banlieues Bleues)
2004 – Participou da trilha sonora do filme Espelho D’Água (Marcus Vinícius Cezar)
2003 – Lançou o CD “A Pisada é Assim” – Maciel Salú e Terno do Terreiro
2003 – Participou da trilha do longa­‐metragem Narradores de Javé (Eliane Caffé)
2003 – European Tour – DJ Dolores e Orchestra Santa Massa
2003 – Criou e executou a trilha para o Balé Municipal de São Paulo
2003 – Lincoln Center (Nova York | EUA)
2003 – Início da carreira solo com o Maciel Salú e o Terno do Terreiro
2002 – Free Jazz (Rio de Janeiro e São Paulo)
2002 – Lançou o CD “Contraditório” – DJ Dolores e a Orquestra Santa Massa
2002 – Prêmio de melhor trilha sonora no 12º Cine Ceará com o filme “Tejucupapo”
2001 – Início da Orquestra Santa Massa com o DJ Dolores
2001 – Com Nana Vasconcelos criou a trilha do curta “Tejucupapo” (Marcílio Brandão)
2001 – Junto ao Chão e Chinelo participou do Rumos Itaú Cultural
2000 – Participou do Festival Nantes (França)
1999 – Lançou o CD “Loa do Boi Meia‐Noite” – Chão e Chinelo
1997 – Entrou no grupo Chão e Chinelo
1996 – Entrou no Sonho da Rabeca – grupo que acompanhava o Mestre Salustiano

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