BIO

Pernambucano, nascido em Olinda, é cantor, compositor, rabequeiro, mestre e brincante de diversos folguedos populares. Herdeiro da umas das famílias mais expressivas na cultura popular, convive desde a infância em meio a maracatus, cavalos-marinho, cocos e cirandas. Jovem curioso, aprendeu a tocar rabeca depois que, por descuido, foi flagrado mexendo na rabeca do avô, João Salú. O flagra acabou se transformando numa verdadeira aula, talvez a mais importante da vida de Maciel Salú, quando foi desafiado a não só tocar, mas principalmente afinar aquele instrumento tão curioso.

O desafio lançado pelo avô revelou a grande habilidade de Maciel – a de ser rabequeiro. E foi graças a desenvoltura com a rabeca que na década de 90, no auge do manguebeat, Maciel Salú foi convidado a integrar a banda Chão e Chinelo. Foi nessa época que ele começou a cantar, compor e experimentar a fusão entre o popular e o contemporâneo.

Essas experimentações ganharam ainda mais força a partir de 2002, quando reuniu seu vasto repertório popular e adentrou no mundo da música eletrônica junto ao DJ Dolores, Fábio Trummer, Jam da Silva e Isaar, formando a Orchestra Santa Massa. Com o grupo ganhou o reconhecimento da crítica através de um BBC Awards, um Prêmio Tim (melhor álbum) e o Prêmio Multicultural Estadão. Além de ter participado de festivais como o Roskilde Festival (DNK), Festival de la Cote d’Opale (FRA), Roots Festival (HOL), Free Jazz (RJ e SP), Abril Pro Rock (PE), Virada Cultural (SP), RecBeat (PE), e circular por países da América do Norte, Europa e América do Sul.

Em 2003 o músico iniciou carreira solo. Foi quando passou a apresentar ao público sua singularidade. Marcadas por arranjos cheios de criatividade, as composições de Maciel Salú acompanham seu amadurecimento. A cada nova obra apresenta um verdadeiro conjunto harmônico que leva ao palco toda a plasticidade e timbre de um dos nomes mais presentes no cancioneiro pernambucano da atualidade.

Com o seu trabalho autoral fez importantes parcerias com músicos e artistas. Apenas no seu último disco da carreira solo, “Mundo” (2010), Maciel Salú contou com a participação do paraibano Chico César, do cantor Jorge Du Peixe, vocalista da Nação Zumbi, além de receber o aval do renomado pianista Benjamim Taubkin. Nos demais discos também fez parcerias com os pernambucanos Siba e a cantora Isaar. Ele dividiu ainda os palcos com Carmélia Alves (nomeada por Luís Gonzaga a “Rainha do Baião”) quando foi selecionado para participar da 30ª edição do Projeto Pixinguinha, realizado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte.

Atualmente, além de manter o trabalho solo e a Orchestra Santa Massa, o artista ainda integra a Orquestra Contemporânea de Olinda, uma das bandas pernambucanas que desde 2008 mais circula pelo país. Bastante elogiada pela crítica musical, a Orquestra é constante alvo de citações positivas na imprensa nacional e internacional, a exemplo da menção do jornal O Globo como o melhor show do ano e da matéria publicada no The New York Times em 2010, época em que fez turnê pelos Estados Unidos. O trabalho resultou em indicações a importantes prêmios, entre eles o Prêmio da Música Brasileira (2009) e ao Grammy Latino (2010), onde concorreu na categoria Melhor Álbum de Música Regional Brasileira. Recentemente a banda foi contemplada no edital Petrobras Cultural, que investe na circulação do grupo pelo Brasil e no novo disco com previsão para ser lançado no primeiro semestre de 2015.

Em 2015 Maciel Salú celebrou duas importantes parcerias:

Isaar e Maciel Salú – projeto criado para celebrar a poesia do escritor Ascenso Ferreira (1895-1965). O amor aos jeitos, trejeitos e a cultura do povo pernambucano é o que une esses três artistas, que celebram, cada um à sua maneira, a temática regional de sua terra. Poesia e música se misturaram para dar corpo a esta homenagem inédita. Este projeto fez sua estreia em versão pocket show na X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco.

Maciel Salú e Israel de França – com o projeto o Duelo da Rabeca com o Violino, Maciel e o Maestro Israel de França uniram a Rabeca e o Violino. Esses dois instrumentos ao mesmo tempo tão semelhantes, mas que circulam por meios tão distantes, ganham destaque ao transpor as barreiras do erudito e do popular, mostrando que na música e na arte não há barreiras. Com o patrocínio dos Correios, a dupla circulou por sete capitais do Brasil com o espetáculo.

DISCOGRAFIA:

Com 16 anos de carreira em palcos, Maciel Salú já participou de diversas coletâneas nacionais e internacionais e projetos de outros grupos e artistas. Apenas na sua trajetória artística com bandas e trabalho autoral, o artista acumula nove discos, dentre eles:

Maciel Salú (solo)

  • Baile de Rabeca | 2016
  • Mundo | 2010
  • Na luz do carbureto | 2007
  • A pisada é assim | 2003

Orquestra Contemporânea de Olinda

  • Bomfim | 2015
  • Pra Ficar | 2012
  • Orquestra Contemporânea de Olinda | 2008

DJ Dolores & Orchestra Santa Massa

  • Contraditório | 2002

Chão e Chinelo

  • Loa do Boi Meia-Noite | 1999
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